segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Saviola

[Ao ritmo do tango]

É dar-lhe cenouras e temos jogador.
Javier Saviola...o menino maravilha que um dia o Barcelona foi buscar ao River Plate para substituir Luís Figo marca que se farta no Benfica de Jesus.
Há já quem diga que tem lugar na Argentina de Maradona no mundial da África do Sul mas para já são os adeptos encarnados que festejam golos do El Conejo.
Há conta de Saviola os benfiquistas já festejaram 13 vezes: 8 no campeonato, 4 na Liga Europa e 1 na Taça da Liga.
Rápido, inteligente e certeiro Saviola renasceu na luz...num Benfica que não se via tão poderoso nos últimos 15anos.
A magia faz parte do ADN de Saviola...mas não só: dele também faz parte a humildade de reconhecer que pode ainda melhorar mais.
A ver vamos nos próximos episódios neste campeonato dos "roubos de igreja" ou "catedral" como uns agora apelidam.

quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

Ninguém adivinha Hulk

[Dar carne aos abutres]
Hulk mostrou a sua - dele - indignação na zona mista do Estádio Vicente Calderón. O incrivel disse qualquer coisa como:"muitos criticaram-me depois do jogo em Guimarães e é injusto pois estive três dias sem dormir antes dessa partida".
Tens razão Hulk, aliás muita razão mas que eu saiba criticar não tira pedaço. Quem não tem estrutura para aguentar com as criticas que vá trabalhar para um programa das manhas nas TV´s portuguesas ou para uma revista cor-de-rosa.
Tudo porque no FC Porto (o melhor clube portugues nos ultimos anos doa a quem doer) como em outros clubes em Portugal há uma forma de gerenciamento da informação que vem para o exterior. E diga-se em abono da verdade que aqui ninguém é bruxo e por isso não adivinha. O FC Porto é dos clubes que melhor sabe guardar a informação entre paredes disso não há dúvidas. É a politica deles. Ok. Caso tivessem informado os jornalistas do sucedido, que pertence ao foro individual, creio que as criticas não teriam sequer existido.
Também na Bósnia Eduardo soltou a "fúria" aos críticos da selecção...os "abutres que não tinham carne para comer", disse 0 guarda-redes do Braga.
Eduardo falou com razão ou talvez não. Não sou juiz. Certo é que parece ter telhados de vidro. É que no passado sábado em Matosinhos com o monumental frango deu "carne" (utilizando a expressão do guardião arsenalista) aos ditos abutres.
Em Portugal há uma politica de fecho dos clubes para com os jornalistas, ou alguns jornalistas, ao ponto de terem um responsável com um cargo de denominação pomposa: Directores de Comunicação. Mais não são que na maioria das vezes antigos jornalistas que cortam a informação e as noticias que sabem tanto jeito dão para continuarmos a fazer o nosso trabalho.
Diga-se até que há um ano há um clube lá para os lados de Lisboa que tem uma projecto de televisão que "vende" a informação do clube de forma priviligiada. Mais não é de que um veiculo de promoção e publicidade da marca Benfica. Aliás uma marca bem valiosa no que toca ao markting. Julgo até que ás vezes esse canal prejudica mais o clube encarnado do que lhe tras aspectos positivos. Mas eu não sou juiz em causas dessas. Seguinte.....
Neste país no canto da Europa até nas modalidades pegou moda ter-se um assessor de comunicação. por exemplo, se quero falar com o Franklim Paes do hóquei do FC Porto ou Ricardinho do Futsal do Benfica ou até o Paulo Faria do Andebol leonino temos de contactar a fim de ter autorização um assessor. Depois queixam-se que este país é só: Bola...bola....bola...e mais bola. Nicles...
A politica de gerenciamento da informação é uma arma de defesa das entidades desportivas, só que tem-se tornado cada vez mais como um muro de separação entre jornalistas e clubes.
Moral da história Hukl e Eduardo.....antes de falarem olhem o caso como um todo e não olhem só a parte.
Já agora parabéns FC Porto pela passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões.
C/ Fernando Eurico
PS: Aspectos que serão desenvolvidos na tese de mestrado que vou ter de realizar num futuro.....próximo ao que parece.

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Paços de Ferreira 5-Out-2009

[Legendas não são necessárias]

Eu sei que sim meus amigos....é muita classe.
Aqui o JB com o Maestro Rui Costa10

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Antena1 e RR

[NO AR]


Nestes primeiros tempos de estágio é já possivel traçar algumas diferenças entra a Antena1 e a Rádio Renascença.
Entrei aqui no dia 31 de Agosto com a ideia de desfrutar e aprender o máximo, pois sei que findo os três meses daqui me vou embora.
Um estagiário numa redacção é diferente de uma partida de futebol, pois a partida começa empatada a zero bolas e nós começamos a perder, em virtude da dura realidade do desemprego. Sabemos a priori então que dificilmente - mesmo impossivel, por cá ficamos. Mas, há casos em que a reviravolta no marcador acontece. No meu caso não acredito. Consciente deste facto, cabe-me aproveitar e quando o estágio terminar fazer como os treinadores no desemprego e "esperar que o telefone toque", isto sem baixar os braços.
Agora, quanto a diferenças entre a RR e a Antena1 posso comecar por dizer que se na RR os noticiários baseiam-se em noticias lidas pelo editor NO AR com entrada dos rm´s (registos magnéticos) já na antena1 trabalha-se mais com peças, ou seja o jornalista que trata um assunto, faz o trabalho de inicio até final e depois grava para que a peça passe na integra. Ou seja, aqui o editor limita-se a lançar a peça no "lead". Outra diferença ou talvez não prende-se com os compromissos de serviço público na rádio do Estado e com a Igreja na RR.
Quanto à pessoa que neste momento bate nas teclas do computador, qual Pedro Burmester ao piano, digo-vos que na Emissora Católica fiquei dedicado à informação geral, sendo que nas ondas hertzianas que "Ligam Portugal" estou de agulhas viradas para o Desporto. Gosto de trabalhar nas duas áreas, mas confesso que o Desporto me atrai mais. É diferente, acreditem. Sei do que falo!!! Desporto é menos "stressant"que a informação geral, mas não quero com isto dizer que no Desporto da Antena1 não existe "Washington em Hora de Ponta", lol pois existe. Na área desportiva tenho a sensação que há mais contacto com os intervenientes e menos jornalismo de secretária. Eu explico: se o FCPorto treina a malta vai ao treino dos Dragões, nem que seja só para ver 15minutos. Na informação geral se houver qualquer coisa que dure apenas 15minutos dificilmente faz levantar da secretária o jornalista. Esta visão pode estar errada, mas é o que acho.
Da minha passagem pela RR tinha concluido que só se faz bom jornalismo no cruzamento da experiência dos jornalistas séniores com a irreverência dos mais novos. Aqui na rádio estatal confirmo essa tese, se bem que vivemos tempos em que é muito dificil penetrar numa redacção. Talvez seja mais fácil virar o "bico a um prego". Por isso analisar os "Prós e Contras" do jornalismo radiofónico é fundamental. é que só vejo analisar o jornalismo no geral e o digital no particular.
A morte anunciada das ondas hertzianas ainda não se concretizou e quanto a mim não se vai concretizar. A Rádio tem muita força. Embora não tenha o valor acrescentado da imagem que a TV e a Internet possuem julgo que ainda é a rádio o meio de comunicação social mais fidedigno.
A tocar quase um mês aqui na Antena1 percebo que é fácil fazer noticias para preencher os blocos noticiosos, mesmo no Desporto. O difícil é encontrar noticias com força para abrir um jornal ou uma sintese noticiosa. Quando não há nada...utiliza-se a velha fórmula de dizer qualquer coisa sobre os três grandes.
Coisa que eu sabia e agora tenho a certeza é que o Benfica, sim o meu Benfica é sempre, mas mesmo sempre notícia. Nem que seja um rasgão de calções ao Di Maria. Tudo isto pois o Benfica tem muita audição e fazemos noticias para serem ouvidas, se bem que aqui há o compromisso de serviço público.
Coisa que aprendi e não sabia (reconheco a minha ignorância) é que quando vamos a uma qualquer apresentação mesmo que o trabalho esteja feito, se por lá estiver uma figura importante temos que lá ficar até essa tal "personna"por lá fique. Isto pois há sempre um "sound-bite" que podemos sacar. E não queiram imaginar se abandonamos o local antes da tal personalidade e essa tal personalidade manda um "bitaite" e não o temos registado. Levamos nas orelhas do chefe. LOL.
Em jeito de remate final, pelo chão já que a relvado está baixo e molhado posso dizer que ambas são as melhores rádios nacionais.
Só uma adenda: quando entramos na universiade sabemos que o relvado está em péssimas condições mas temos sempre esperança que os tratadores - da relva - tratem dele e o melhorem. Como isso não tem acontecido temos de jogar a bola pelo chão.

segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Acelerou para a vitória

[Armindo, o campeão]

Em 1995 quando Armindo tirou a carta de condução, Rui Madeira sagrou-se campeão na categoria de Produção no Mundial de ralis. Volvidos 14 anos, Armindo Araújo arrecada novo titulo para Portugal.
Depois da festa e dos parabéns chega a altura de acelerar para o futuro. Nesse troço Armindo põe pé no travão e admite vários cenários:"Ainda é cedo para pensar no futuro. Há propostas em cima da mesa, mas é preciso patrocinadores. Há contactos, contudo não se fazem milagres, aliás já muitos se têm feito", destaca o piloto em entrevista à Antena1.
Humilde, racional e competitivo Armindo Araújo relatou os dois kilómetros finais vividos dentro do Mistubishi: "Quando vi o Toshi parado nem queria acreditar. O Miguel Ramalho [co-piloto] só me dizia "calma armindo, calma."
O objectivo no imediato é correr o Rali de Gales, onde Armindo vai estrear o novo Mitsubishi Evolução X. Mesmo sem poder pontuar no Rali em Gales, Armindo pode sempre roubar pontos aos adversários.
No duro e longo Rali da Austrália - 35 especiais no total - Armindo foi quarto classificado, o suficiente para garantir o ponto mais alto no campeonato.
A festa só ainda não é total, pois Naser Al Athya da Subaru foi desclassificado no Rali da Acrópole na Grécia por irregularidades no carro e apelou da decisão do colégio de comissários da FIA. A decisão definitiva vai ser conhecida a 6 de Outubro.
Se para Armindo Araújo é o concretizar de um sonho, após anos de árduo trabalho, para mim a entrevista foi mais um belo momento do estágio na Antena1.
Falar com um campeão é sempre um sentimento bom e eu tive esse previlégio.
Como os campeões estão sempre a surpreender Armindo surpreendeu ao presentiar-nos (a mim e ao Teófilo) com a oferta de uma camisola igual às que usa nas corridas e um mini poster.

segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Dias intervalados

[A vida indefinida]


O meu mundo está incompleto. Sei que nunca fui perfeito e nunca serei. Nos próximos tempos, uma palavra: calma. Uma palavra simples mas que é o princípio de tudo fruto ser uma das características que nunca fora o meu forte, sobretudo quando o futuro me chama. Não quero ficar no passado. Sei que já não falta muito agora, mas juro que estou farto de esperar. Podem ser suficientes para me iludir mas é assim a minha forma de ser mais consciente. Esta calma - de stressado - tem os minutos contados.

É como que se tivesse a calma num piloto automático em mim mesmo. Para já o mundo não é mundo. Só volta a sê-lo quando o mundo compreender a consciência do inconsciente stressado. Até lá, cabe esperar no tempo relativo. Valha-me ao menos a paciência de quem vive o tempo comigo e me tenta dar boas palavras e conselhos de que é preciso esperar. Mas eu não consigo. O portátil é cinzento desde a sua criação e eu não posso agora dizer que ele tem cor vermelha.

A minha vida está numa tábua curta entre uma prancha de incertezas. Tenho de me saber equilibrar muito bem. Se cair é mau. Dou com o peso do corpo no chão e o peso do stress. Conto até dez ou vinte. Respiro fundo e deito fora. Calmo? Eu estou calmo no meio do stress.

Pensando bem sobre isto, calma é a palavra de ordem que tenho de repetir ininterruptamente como quem espera por uma bomba-relógio apenas intervalado pelo tal stress que também é melhor colocar em piloto automático.

Vivo naquela fase em que as unhas (que estão sempre bem tratadas e nunca vão à boca) já sofreram o aperto da estrutura dentária. Sinto-me preso ao futuro e não tenho calma.

domingo, 16 de Agosto de 2009

Hoje foi um daqueles dias

Hoje foi um daqueles dias. Bem, pode não ser a melhor forma para dar... forma a um texto, mas eu quero assim e aqui quem manda sou eu.
Hoje venho aqui para me confessar. Aqui não há padre. Aqui só há uma espécie de linha de não sei quantos quilómetros onde vou escrever o que me apetecer. Eu, apenas eu. Pouco me importa se não há ninguém para me ouvir/ler. Por agora só Deus me escuta e só ela me importa. Só eu me escuto. Entro de mansinho. Levanto-me e acordo mal disposto, aliás como sempre. Acordo e não me sento na beira da cama como é normal. Tomo o pequeno-almoço e passo a cara por água, não sem antes escovar os dentes.
Ohhh fogo, adiante no que mais importa.
A Lu entrou e olhou para mim. Sorriu e eu babei. Naquele momento eu mais parecia no canto dum confessionário, mas sem padre, sem escuridão. Ali só com a Lu. O meu coração confessou-se ao dela. As mãos, que não chegam para envolver os pensamentos, seguraram a cabeça. É um daqueles dias por que espero a semana inteira.
Faço a menina sorrir. Ela cora. Os que estão depois de mim, não sei bem onde, talvez na minha imaginação, acenam com a cabeça para a direita e para a esquerda. Sim.
O dia foi espetacular. Pena não poder estar com ela todos os dias. Ao lado da Lu até o dia na praia é fixe. Garantido.
Mas como diz o povo e bem:"o que é bom acaba depressa". (Acho que utilizo muito este chavão popular desde que fiz 18anos).
Bem, o dia foi recheado de boa disposição no meio de tanto calor.
À vinda embora da capital do móvel os ouvidos escutam atenciosamente o relato do clube local contra o FCPorto. Já o coração esse veio pequenino. Sigo no carro a olhar alguns minutos para o volante. Deus quer assim. Cada um tem ainda a sua casa. E rezo sozinho na esperança de que estejam mais a rezar, para que um dia a minha casa seja a dela: uma casa alicerçada em amor...muito amor e pintada com as cores da felicidade. O telhado fica ao critério de Deus e Nossa Senhora, essas forças que nos orientam para bons caminhos.
Quanto à viagem continua. Viajo sozinho e é sozinho que entro em casa. Arrumo as chaves sozinho. Sento-me sozinho. Depois vejo e lá estão os meus pais à minha espera para jantar. Sento-me na mesa e janto.
Hoje foi um daqueles dias memoráveis uma vez que estive acompanhado da Lu e dos meus pais.

quinta-feira, 4 de Junho de 2009

Universidade do Minho

[A hora da despedida]

4 anos e eis o fim. Ainda ontem cheguei à cidade dos Arcebispos e já me vou embora.
Em quatro anos muitas foram as vivências, aventuras e desventuras. No fundo levo muitas histórias para contar aos nossos netos Lu.
Eu, um duriense orgulhoso, vou estar sempre marcado pelo Minho.
Foi no Minho que a conheci, a mulher que me encanta os dias e me faz acordar de sorriso nos lábios. Foi no Minho que me fiz Doutor e Mestre (espero eu!!) e é do Minho que levo amigos para a vida. Em Bracara Augvsta passei os melhores anos da minha vida. Garantido.
No futuro a incerteza a nível profissional é muita. Veremos o que dá.
Cabe-me dirigir umas palavras de agradecimento a todos que se cruzaram comigo nesta viagem pela universidade. Neste momento em que me despeço de Braga o meu corpo mais parece o emaranhado dos atacadores dos meus ténis. Não sei o que dizer. Mas vamos continuar a dar corpo a este post.
Andar na Universidade do Minho foi um motivo de orgulho. Vou-me sentir para sempre um minhoto apesar das muitas criticas que sempre fiz à cidade e à região. Mas é que ser universitário é viver em alta rotação, estilo Ferrari conduzido pelo Schumacher, e por esse motivo ficamos marcados fortemente, mesmo que muitas vezes se critique, no fim a saudade vai. Vocês percebem.
[Dez segundo, por favor, estou a convencer o pensamento a ver se me dá imagens desta passagem pela universidade].
A vida académica de tão rápida que foi assemelha-se a uma abertura de garrafa de champanhe: apresenta-se, cumprimenta os convidados e puffff dá-se o estouro em segundos.
Há que dizer que nestes quatro anos houve sonhos da vida convertidos em realidade. Sim, por estas terras onde a chuva é uma constante consegui "ser jornalista" e encontrar quem procurei uma vida inteira. Aqui habituei-me em definitivo às minis e a dar importância à saudade, esse sentimento tão tuga.
Foda-se já acabou a minha vida de estudante universitário.... e pensar que neste tempo de capa e batina a preguiça sempre me acompanhou! Bem até agora fiz do ócio um amigo, mas tenho de o combater no mundo de trabalho.
Ao vir para Braga vi-me obrigado a distanciar de casa. Aqui encontrei um "pouso", numa terra fria, cinzenta, enfim de Betão. Ao inicio custou mas o que "ao inicio se estranha depois se entranha". Não sei quem disse mas que tem razão, lá isso tem.
O que custa neste momento é sobremaneira o convénio social que vai deixar de existir. As tardes na esplanada do Terminal, as noites em casa do Sailor a jogar Playstation, as idas ao BA e as eternas frases míticas entre amigos. Ahhhhh e os trabalhos feitos até à última da hora.
Daqui para a frente os encontros vão ser de longe a longe ou então pelos msn´s e twitters. É assim a vida.
Será que quando os sectários se voltarem a encontrar irá haver de novo o educado modo de cumprimento? (Estas eram as questões que à pouco me assaltavam quando ao espelho quando me barbeava).
Passados quatro anos e concluída que está a última aula... com a professora Felisbela Lopes, uma das professoras que mais me surpreendeu pela positiva, há neste momento "quelque chose" que não sei o que é! Mesmo com o estágio para realizar e a tese para entregar sinto que o meu percurso se quebra aqui.
Ficam para trás também as miticas frases há hora do jantar na cantina.
As saudades são já mais que muitas. Estou consciente que vou perder muita coisa e muitas coisas serão diferentes daqui em diante, mas não vale a pena estar aqui com saudosismos. Força para todos e um beijinho especial à minha Lu.
Com este texto quero deixar o meu agradecimento a todos os que marcaram a minha passagem por Braga. Destaco como não podia deixar de ser a Luciana, a minha preciosidade que levo desta cidade.
Todos os restantes que vão comigo para sempre (esteja eu onde estiver), deixo um Abreijo (Abraço+Beijo) porque ao falar da Universidade do Minho estes nomes virão logo associados. Uns pela forte relação de amizade que levo, outros pelo muito que me ensinaram. Aqui estão as personagens:

Hugo, Alexandra, Conde, Nuxy, Borlido, Paulo, Sailor, Zé, João, Tunes, Alex, Helder Miranda, Carlos Daniel, Zé de Salte, Carlão, Avelino,Neri, Zé Mário, Artur, Crente, Vítor Hugo, Simão, Monta, Danigift, Blé, Vera, Marina, Nocas, Fi, Mary, Ana Sofia, Sandra Novo, Ana, Natalie, Andreia, Elsa, Ana Luisa, Margarida, Tiago Osório e Malainho, Pedro Portela, Felisbela, Joaquim Fidalgo, Luís Miguel Loureiro, Zé Manel Mendes, Helena Sousa, Sergio Denicoli, Fernando Jesus, António Ovidio, Dona Judite da cantina, Senhora espanhola dos Serviços Académicos, Bernardo, Pessoal do DDC e malta da AAUM.

PSd: Não sei se repararam mas não é referido aqui ninguém da Biblioteca da UMinho. Vocês percebem a razão. LOL

Siga que há um mundo lá fora.

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Por estes dias

[Menos Senhor Pedro...menos]

Há dois ou três dias que as temperaturas estão altas e sou muito sincero: Já estou farto de calor. Eu cá gosto de acordar ao som da chuva e ter o prazer de puxar o cobertor para junto do rosto. Ai que bom.
Eu cá gosto mesmo é de abrir as janelas e ver a chuva "tocada" a vento. Tudo o que seja temperaturas acima dos vinte graus para mim é excesso. Sinto-me mole, sem vontade de fazer nada. Sim, definitivamente eu cá não sou apreciador do Verão. Estou sempre a transpirar, na pele sinto aquela sensação estranha de que a pele está a colar e quando ando de carro as mãos soam de caraças, sim é que não tenho AC no carro.
E depois no Verão se há coisa que me irrita são os 'Domingueiros'. Não sei se já vos aconteceu. A mim acontece-me sempre.
Os 'Domingueiros' são aqueles tipos que ao Domingo, pois está claro, pegam no seu Opel Corsa de 1998 ou Renault Clio do tempo do tabaco a $200 e vão pela estrada circular a 20km/h de mãos de fora e a apreciar o calor nas filas de trânsito. É pah mas que coisa irritante. Será que esta gente adora apanhar calor? Enfim, talvez seja eu que não sou deste mundo. Mas prontos.
Às vezes nesta minha massa cinzenta fico com a nitida sensação de que há malta que só sai à rua naqueles dias de calor mais acentuado.
Bem, mas talvez eu até mereça. É que quando andava a estagiar na Renascença, no Porto e apanhei muitas 'molhadelas' na bicicleta entre a Residencia Universitária e a Estação de Comboios em Braga eu dizia: Fogo São Pedro manda uns dias de sol.
Quase quatro meses depois ele atira-me com dias em que as temperaturas vão bater nos 34º nos termometros.
Será que mereço?

segunda-feira, 25 de Maio de 2009

Final da Liga dos Campeões

[O rei da Europa]

Uma partida de futebol é na sua essência um desafio entre 11 jogadores e por isso na Quarta-feira, no relvado do Olímpico de Roma não estarão apenas só Messi e Ronaldo, na final da Liga dos Campeões da UEFA.

Ronaldo e Messi são os Gladiadores de cada equipa. Os mágicos de quem o público espera sempre mais qualquer coisa. Este é o jogo do ano! A final mais aguardada dos últimos tempos, o verdadeiro frente-a-frente. Manchester United contra o Barcelona: o objectivo é o mesmo…ganhar.

O futebol de ataque é a filosofia de ambas o treinadores e por isso ambas as equipas (campeãs dos respectivos campeonatos, Inglaterra e Espanha) vão querer trazer a taça.

Favoritos? Não há nestas ocasiões. Talvez a equipa que melhor souber aproveitar as falhas do adversário possa sair de Roma como Rei do velho continente.

Vamos Blaugrana.......

Boavista

[Faltam 90m para voltar a ser grande]

O dia de hoje é um dia triste para todos aqueles que gostam de futebol. O Boavista caiu para a II Divisão B. A entrada nesta divisão deve-se muito às dificuldades económicas que a sociedade que gere o clube atravessa, problemas naturais de uma conjuntura internacional complicada e nacional péssima.
Mas a desgraça do Boavista começou bem antes do dia de hoje. Foi num tal dia em que os interesses dos clubes de Lisboa falaram mais alto e suspeitaram de corrupção no futebol nacional. Eu não digo que há nem que não há. Dita as leis quem de direito. O que sei é que desceram o Boavista por alegadas actos comprovados de corrupção, isto na justiça desportiva, a mesma que também condenou o Senhor Pinto da Costa e o seu FC Porto. Nos tribunais civis nada de confirmou e o FC Porto seguiu com a sua marcha triunfal com Pinto da Costa ao leme da nau azul. Já ao Boavista não tiveram coragem de o (re) colocar na Liga principal de Portugal, lugar onde afinal foi retirado injustamente por uma coisa simples a meu ver: Constituição Portuguesa é o livro que dita as leias do nosso democrático país. O que está na lei deve ser cumprido e a justiça deve ser feita sempre. Neste caso as instâncias desportivas não tiveram a coragem de assumir que erraram ao atirar o Boavista para a Liga de Honra.
Contudo, com todo este cenário os jogadores do Boavista foram valentes semana após semana, mas os bons resultados não foram aparecendo. As arbitragens não ajudaram e para a história da Liga Vitalis ninguém esquece o jogo em que os axadrezados se podem queixar da paupérrima arbitragem no Oliveirense vs Boavista em Oliveira de Azeméis. Aí a vitória dos de Azeméis colocou-os numa posição de vantagem em caso de igualdade pontual com os do Bessa. Nesse jogo Hermínio Loureiro esteve presente, ele que é candidato à Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis. O ditado diz que a mulher de César não precisa sê-lo. Tem de parecê-lo e o Dr Hermínio Loureiro pode ser sério, não posso colocar em questão, mas...cada um pensa o que quiser. Enfim..hoje com a pesada derrota no Bessa por 4-1 frente ao Sporting da Covilhã o Boavista acabou por ficar em igualdade pontual com os de Oliveira de Azeméis que empataram no seu reduto a uma bola contra o Gondomar Sport Clube. Quer isto dizer que, se bem se lembram do que escrevi atrás, a Oliveirense acabou por se manter na Liga Vitalis relegando o Boavista para a II Divisão B, fruto do tal resultado no confronto directo, lembram-se? Pois é.
E o futebol é assim.
Se as coisas estavam más podem ficar ainda piores. Resta agora saber se a cidade do Porto está ao lado dum clube que já levou bem longo o nome do Porto por esse mundo fora.
É preciso, mais que nunca que os homens de poder da Invicta olhem para o Boavista com outros olhos. Urge que o poder económico e politico salve uma instituição que deu muito ao Norte e tem para dar. Rui Rio, Elisa Ferreira, Pinto da Costa, Rui Moreira, entre mais ilustres da cidade não podem virar as costas ao Boavista.
Eu cá vou continuar a envergar as camisolas axadrezadas porque gosto do Boavista desde os tempos em que era pequenino. O Boavista é um clube com tradição e deve continuar a sê-lo.
Para a história ficam nomes como: Jaime Pacheco, João Loureiro, Valentim Loureiro, Manel do Laço, Erwin Sanchez, Ion Timofte, Luciano, Alfredo, Rui Casaca, Elpídeo Silva e tantos tantos outros.
O Boavista chegou a umas meias-finais da Taça UEFA em 2003, uma edição ganha pelo FC Porto. O Bovista ombreou de cabeça erguida em Anfield Road contra o Liverpool e foi ao Teatro dos Sonhos em Old Trafford dignificar Portugal. Viveu momentos de glória e precisa de voltar aos grandes palcos donde nunca devia ter sido retirado.

Aqui fica um vídeo que conta um pouco do que foi e tem sido o Boavista

domingo, 17 de Maio de 2009

Hoje vi a minha escola

[Ponto de saudade]

Hoje voltei lá. Sim, eu regressei àquele local onde já fui feliz. Belisquei-me com cuidado ao decidir reentrar - ainda me lembrava como tinha sido havia pouco mais de 13 anos -. Entrei… dentro. Lá cheira a abandono. Está deserta. Ali já não correm as crianças da minha terra. Agora já não. Ohhh desejo tanto ver o que via ali antes.
Será que é uma fase má apenas? Treze anos sem voltar ali e tudo está na mesma: a mesa de madeira da frente continua imóvel, a minha mesa e do Hugo também está no mesmo lado esquerdo suportada pelas baixas cadeiras, até a bola preta e branca teima em não sair do cimo do móvel dos livros.
A minha escola está a mesma, só lhe faltam as crianças. Relembro os tempos (e que tempos), lembro as corridas desenfreadas até ao campo de futebol improvisado com pedras e camisolas onde jogávamos com bolas de matrecos.
Ali consigo projectar no meu cérebro a personagem da minha professora e penso também no que será feito do David. É então que começo a tentar verificar o que é feito dos meus amigos daquele tempo.
O Hugo perdi-lhe o rasto em Fevereiro. Hoje anda por aí só onde Deus sabe. Já o David nunca mais tive noticias dele. A Ana anda na Universidade a tirar psicologia depois de ter passado pela Enfermagem. A Mariana já tem dois bebés e está casada. Quanto à Ana Isabel está talvez a trabalhar numa qualquer fábrica. Já não a vejo desde 2007. Quanto ao Miguel tornou-se um homem de família e hoje tem a sua casa (arrendada) e anda a pagar o carro ao banco. A Tânia cresceu e hoje já é uma mulher. Perdeu a timidez que a Dona Esmeraldina lhe reconhecia e por estes dias trabalha, não sei onde, isto depois de terminado o 12ºano. Relativamente ao Ricardo deve estar a tirar um curso ligado à Saúde. Entre as teúdas e manteúdas, pobres delas, herança em vida, deserdadas numa história com os dias contados os meus amigos foram mudando com o passar dos anos, mas a escola, essa, não mudou. Continua ali como que a chamar por todos nós. Mas parece-me que ninguém ali quer voltar.
Bem…querer voltar não sei, mas se eu voltasse atrás tinha feito tanta coisa diferente. Tinha vivido mais aqueles tempos de menino em que não era assaltado por preocupações. Aquele tempo em que a Sexta é sempre sinónimo de fim-de-semana. Se eu soubesse ontem o que sei hoje. Mas, o tempo nunca mais volta e resta viver o que de bom a vida nos dá.
E a mim tem me dado muito. Enquanto não há amanha fica daqui um beijo para ti recheado de entrega e dedicação.

sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Viagem ao Mecanismo Blasted

[Luz e som em noite arrepiante]

Winga.

Baixo. Primeiro é baixo e talvez por isso detecto-o no meio do grupo. Ora, depois ele será, bem...será como por assim dizer, o mais calmo, porque só liberta energia ali em em cima, no palco. Bem, visto daqui, a menos de um metro, é a imagem que melhor define a figura do homem que reconheço diante de mim. Ele vem de mãos vazias ligadas pelos braços a ombros caídos. Come amendoins e bebe....num copo de plástico branco. Está frio. Faz muito frio e talvez por esse motivo trás os olhos naquela posição de quem olha para a Terra e recebe forças para explodir em energia musical. Aproximo-me e faço a pergunta:Winga? A pergunta tem de imediato uma resposta. Ele diz que sim. As minhas dúvidas terminam e eis que num segundo estou na frente do maior percursionista que já ouvi na vida. De uma forma inexplicavelmente inesperada aquele grande músico manifesta-se diante de mim. Depois em segundos repentinos eu penso: E agora? Bem olha agora vou improvisar, afinal sou jornalista. Pedi-lhe uma foto e ele uma vez mais com toda a calma não defraudou as minhas expectativas. "Sim claro", disse ele, como quem batuca num djambé. A primeira etapa estava completa mas o caminho ainda era longo. Tornava-se vital encontrar o fotografo. Logo agora que ali devia estar não está. Fooogggoo! "Onde está o Google", pensava eu - (Google é o fotografo da AAUM) -. Encontrei-o e o tal Triângulo que os Blasted apreciam deu-se: Eu, os outros e a Terra. O Winga, digo-vos com todas as certezas não é o mesmo que passa nos formatos dezasseis por nove. Winga! Winga! Confirmo que ainda há heróis.

Não há memória de um concerto tão memorável de um Enterro da Gata nesta cabeça. Não consigo saber ao certo se os The Gift em 2007 foram mais performantes do que ontem os Blasted.

domingo, 10 de Maio de 2009

Enquanto não há amanhã

[Há música no ar]

São bons falantes, vestem-se de maneiras mais ou menos estranhas (?) e animam o público, no alto de sua torre.
Dizem que o fado é maldito mas olham para nós, como quem baila na estrada e esfrega a cara depois de se barbear. O sorriso é simples e há os que não resistem e se atiram para o público numa união mais próxima do que recomenda uma segurança apertada. Mas numa questão de segundos os armários ambulantes retiram-nos dali tão rapidamente como se tivessem "comido" a mulher à socapa.
A voz solta-se e embalam as almas daqueles que acompanham com palmas (o público) numa clara expressão de 'eu participo'. Mas, o centro das atenções são sempre eles...os cantores. Uns e outros acotovelam-se para os ver, ou melhor:"para os ouvir", é mais bem dito, pois eles têm como que um 'poder mágico' para levar ao céu os simples humanos numa noite amena que convida à saída de casa. Têm estatuto e com pertinácia dizem-se de classe média. Não acredito. Ganham bem, mas alguns merecem-no fruto de toda a sua capacidade proveniente dos genes.
A rigidez da voz, que passa do pálido promíscuo ao deslavado, arranca sorrisos.
Nasceram para isto. Tiveram um dom nas cordas vocais que souberam aproveitar.
São os cantores deste mundo que dão música.....ao universo.

sexta-feira, 1 de Maio de 2009

F1 perdeu Senna a 1 de Maio 1994

[O inesquecível]


Foi há 15 anos mas parece que foi ontem. O ditado encaixa na perfeição nesta sequência textual. Era Domingo e o Jornal da RTP tinha terminado. Eu estava sentado na minha cadeirinha e acompanhava a corrida de Formula 1 em Imola, Itália.
A prova estava já estragada, já que no dia anterior um piloto tinha sucumbido na pista e Ayrton Senna havia pedido o cancelamento da corrida italiana.
Dois blocos se formaram na F1: de um lado Senna para quem o cancelamento era uma condição de homenagem e do outro Michael Schumacher que via na realização da corrida a melhor homenagem. Venceu a ideia do alemão Shummi.
A corrida teve inicio e sensivelmente a meio, na curva de Tamburello, do Circuito Enzo e Dino Ferrari, o Williams Renault de Ayrton Senna foi embater nos raios de protecção que pouco ou nada protegeram a vida do piloto.
Senna não resistiu aos ferimentos e acabou por partir para outra F1. Não morreu. Apenas assinou contrato por outra equipa - a dos imortais.
De então para cá muitas voltas foram dadas aos circuitos e a F1 é ainda uma magia inigualável. Mas.. o mágico, como era conhecido Senna, já não corre por cá. Hoje, esteja onde estiver, Senna é certamente o melhor piloto do céu e bate records atrás de records.
Um dia o verdadeiro tira-teimas do meu tempo será realizado: Schumacher vs Ayrton Senna e talvez nesse dia também eu esteja por lá a fazer a cobertura do evento.
Para a história fica o espaço de Senna na galeria dos melhores pilotos da F1, onde constam também Niki Lauda, Shumacher, Juan Manuel Fangio, Jackie Stewart, Piquet ou Alain Prost. Mas estes não são hoje aqui convocados para a grelha de partida.

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

O predestinado

[A CAMISOLA 10]

O som da música faz soar nos altifalantes do estádio e o público levanta-se das cadeiras em sinal de respeito. Ao longe, lá no fundo do túnel, vem ele. A camisola vem por fora dos calções e as meias estão puxadas até cima por fora das pernas cerradas. O cabelo, esse, está desgrenhado ao vento e só por uma nesga se lhe conseguem ver os olhos cerrados. Adivinha-se-lhe a vontade no olhar penetrante: marcar golos, dar futebol, enfim fazer cenas sobre-humanas com uma bola.
Serenamente atravessa a linha e não faz espalhafatos como os outros. Não benze nem beija aliança. Entra, apenas de pé esquerdo (talvez por ser pé donde a magia nasce) e não desfaz nem por um segundo a postura séria.
É ele o punctum que as objectivas fotográficas procuram. Ele sabe isso, mas perde-se no meio dos companheiros de equipa tal é a estatura. Uma dificuldade pensarão os realizadores. Mas é preciso filma-lo. "É fulcral fazer um ângulo apertado do mágico", berram os editores aos ouvidos dos repórteres de imagem.
Traz nas costas a camisola 10. Não é um qualquer. É ele. É o craque que carrega o simbolismo, a mística, o magia e a inspiração. Tudo está nele reunido e a perfeição foi rotulada com o número que Maradona, Eusébio, Rui Costa, Totti, Matthaus e outros mais eternizaram.
O nosso craque, herói das pampas, busca inspiração no céu. Só ele sabe para onde ou para quem (talvez assim seja mais bem dito) olha.
O craque do 10 nas costas tem consciência de que consegue, mais que ninguém, fazer magia com uma simples bola.
Sabe que com concentração, se for matéria e espírito ao mesmo tempo, poderá fazer coisas que mais ninguém consegue. Atinge o inatingível e superar-se a cada minuto que passa, a cada finta que faz, a cada toque na bola. Sabe isso. Ele é inteligente e...humilde.
Quinze minutos antes estava a dar toques na bola com a alegria de uma criança que vê um brinquedo pela primeira vez.
O resto não consigo descrever porque são indescritíveis as jogadas do camisola 10. Tanto mais que cada toque singelo na bola é um momento único e irrepetivel, de tal forma que descrever a magia em palavras é matar a futebol que tem nos pés, como a fotografia mata as imagens com o disparar na caça ao momento.
Imaginem, sigam, vejam..ele chama-se Lionel MESSI

terça-feira, 28 de Abril de 2009

Qual papel?

[O LUGAR MAIS DESEJADO]

Num secreto olhar sei que me posso revelar.
No silêncio os sonhos saem desfeitos mas valem sempre quando se tem a lua e o céu.
O desejo está fechado e abrir-se-à no lugar mais arejado. Aqui está quente. O vento não sopra e a TV irrita-me com tanta corrupção. Farto-me de promessas disfarçadas em secretos olhares.
O Mário Soares foi o último a chegar. Está mais gordo, continua a cair da cadeira e está menos irritante. Valha-nos isso!!!
Escorre sangue pelo ouro em directo na TV. Explode a casa duma família e desaba o mundo. Mas..eles não se sujam porque nem sequer se mexem da cadeira.
A dúvida que resta leva-me a perguntar: Qual é o meu papel?
Às quatro da manhã será até bem provável que o meu papel seja dormir naquela cama e esqueça este sentimento de revolta. Talvez ás 4h esteja noutro canal, desligado deste mundo e adormecendo vestido de guerreiro.
Por aqui perto anda uma borboleta muito mexida.
Esta noite, como na vida, perco-me de amores por esta borboleta de corpo céu, com asas amarelas, mãos de fada...
O telemóvel está sossegado.
O leite já se encontra em mim e dá os suplementos vitaminicos em forma de esboço.
Sentei-me na frente do monitor que me desafia a razão. O som da ventoinha não engana.: está velho. Pego nas teclas e espalho a minha raiva por a ter deixado. Durmo sem princesa. Tive de a deixar sózinha a meio da noite.
O estudo pode ser estudo mesmo amanha. No caminho vim a imaginar qual o lugar mais desejado. E...esse é aquele que tu quiseres desde que lá estejas. Corro para ti, numa estrada alcatroada e levo a borboleta que voa feliz.

quarta-feira, 8 de Abril de 2009

Que boa ideia!

Niki Lauda diz que se fosse dono da Ferrari “colocava Shumacher no muro das boxes”.

Citado pelo Autosport, o ex piloto de F1 sublinha que “a Ferrari deveria usar mais em pista a sabedoria de Schumacher”. Eu cá concordo plenamente. Aliás não sei porque razão a minha equipa não coloca o Shummi dentro do carro. Isso é que era. Bem, mas deixe-mo-nos de ilusões que já não temos idade.

O que é certo é que o heptacampeão do mundo tem obrigatoriamente de ter um papel ainda mais incisivo na estratégia de corrida da Ferrari. Doa a quem doer o alemão é o melhor estratega que a Ferrari tem nos seus quadros, uma vez que o Ross Brawn não está na scuderia de Maranello. Dessa forma penso que é um “crime” afastar o Schumacher do contacto directo com os pilotos e com os estrategas de corrida. Isto é o que chamo "caçar com gato quando se tem cão".

quinta-feira, 2 de Abril de 2009

43º Rally de Portugal

Já está na estrada o Rally de Portugal.
Há muito barulho dos WRC e pó à mistura.
De hoje até ao próximo Domingo vão percorrer-se 371 quilómetros. Este ano - à imagem do que vem acontecendo nos últimos anos - o Algarve é palco da maior prova automoblística nacional.

Com o WRC volta o francês Sebastien Loeb. O piloto alsaciano chega ao Algarve com as atenções todas em sim e no seu Citroen C4. Loeb é o favorito e vai dar muito pó aos portugueses. Claro que há concorrência, mas o domínio do pentacampeão mundial parece evidente.
O finlandês Mikko Hirvonen é segundo no Mundial de Rallys e não quer "estender a passadeira vermelha" a Loeb, até porque para Hirvonen rally português é para si uma "das provas preferidas".
Na lista de favoritos há também um outro finlandês. Falo-vos de Marcus Gronholm ,ele que é bicampeão do Mundo.

Neste prova há também lugar para nomes portugueses a ter em atenção.
Armindo Araújo e Bruno Magalhães. Ambos correm para a produção.
O piloto de Santo Tirso está em segundo no Mundial da categoria e é por isso a principal figura, mas Magalhães não vai vender fácil a vitória e por isso adivinham-se dias de muita emoção e espectacularidade.

O rally de Portugal é uma prova dura e de enorme espectacularidade que viveu os seus anos de glória durante os anos 80 e 90. Com a chegada do novo milénio chegou também a crise e a prova entrou numa fase descendente.
Se antes o país era "batido" de lés a lés, agora concentra-se pelo Baixo Alentejo e Algarve, muito embora seja no norte que estão os melhores troços. Para o presidente do ACP a razão é simples: "as melhores zonas continuam a ser o Norte e Centro. Mas o Algarve cumpre as exigências do caderno de encargos, ao nível de aeroporto, ligações e oferta hoteleira".

Por cá já passaram nomes como: Juha Kankkunen, Carlos Sainz, Timo Salonen, Markku Alen, Henri Toivonnen e muitos...muitos outros.

E como diz o outro:
3...2...1....GOOOOOOO BRuuuuummmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm

segunda-feira, 30 de Março de 2009

Despedimentos na F1

Afinal a produtividade e o sucesso não garantem postos de trabalho.
Esta é a conclusão que se pode tirar com as recentes noticias que dão conta de que a Brawn GP vai despedir 270 trabalhadores.
A Brawn GP, equipa privada de F1 que ainda ontem venceu o grande prémio da Austrália, declarou que vai despedir 270 trabalhadores.

O director-geral da Brawn GP, Nick Fry, em declarações à BBC citado pelo jornal "A Bola" refere ser "desolador ter de fazer isto, mas somos actualmente uma escuderia privada e as alterações obrigam-nos a fazer esta escolha", afirmou.